Eternamente Jovem
Que o bom Deus esteja com você
Em cada estrada que perambular,
E que a luz do sol e a felicidade
Te envolvam quando você estiver longe de casa.
Que você cresça para ser orgulhoso
Digno e sincero,
E faça para os outros
Como você faria para si mesmo.
Seja corajoso e seja valente
E no meu coração você sempre permanecerá
Eternamente jovem, eternamente jovem,
Eternamente jovem, eternamente jovem.
Que a boa fortuna esteja sempre com você,
Que sua luz-guia seja forte,
Construa uma escada para o céu
Com um príncipe ou um vagabundo.
E que você nunca ame em vão
E no meu coração você ficará
Eternamente jovem, eternamente jovem,
Eternamente jovem, eternamente jovem.
Eternamente jovem
Eternamente jovem
Quando você finalmente voar embora
Estarei esperando que eu tenha servido bem a você,
Pois toda a sabedoria de uma vida
Ninguém pode jamais contar.
Mas qualquer que seja a estrada que você escolher,
Estou bem atrás de você, vença ou perca.
Eternamente jovem, eternamente jovem,
Eternamente jovem, eternamente jovem.
Eternamente jovem, eternamente jovem.
Eter, eternamente jovem, eternamente jovem.
Posia sempre
Saber Viver
Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura…
Enquanto durar.
(CoraCoralina)
Natal dos bichinhos
trecho do livro: O mundo de Sofia.
Sofia Amundsen nunca estava muito satisfeita com sua aparência. Com freqüência ouvia que tinha lindos olhos amendoados, mas provavelmente lhe diziam isto porque seu nariz era pequeno demais em relação ao tamanho da boca. O pior de tudo eram mesmo os cabelos lisos, que não tomavam forma nenhuma. Às vezes seu pai lhe acariciava os cabelos e a chamava de “a garota dos cabelos de linho”, parodiando uma composição de Claude Debussy. Para ele era fácil dizer isto; afinal, não era ele quem estava condenado a carregar a vida inteira cabelos pretos e escorridos de tão lisos. E nos cabelos de Sofia não adiantava passar nada, nem spray, nem gel.
Às vezes ela achava sua aparência tão estranha que se perguntava se não teria sido um bebê malformado. Sua mãe sempre contara que tivera um parto difícil. Mas será que era mesmo o nascimento que determinava a aparência de uma pessoa?
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